Na obra de Fernando Pessoa encontramos o desenvolvimento de uma filosofia da pluralidade. Com feito, o autor português não foi apenas poeta, escritor de ficções em prosa e crítico literário. Pessoa, pretendeu, para além disso, ser também filósofo e chegou a cumprir essa sua pretensão tanto com os escritos filosóficos póstumos que deixou inéditos na sua mítica arca – que constitui actualmente o Espólio de Fernando Pessoa conservado na Biblioteca Nacional de Portugal –, quanto com alguns textos de cariz filosofante que chegou a publicar em vida.
Pessoa leu e estudou filosofia, nomeadamente entre 1906 e 1907, quando frequentou o Curso Superior de Letras, onde assistiu a uma cadeira de filosofia. Sobre esse período de dedicação à filosofia encontramos o seguinte testemunho numa carta de 1932, enviada por Fernando Pessoa a José Osório de Oliveira:
No que posso chamar a minha terceira adolescência, passada aqui em Lisboa, vivi na atmosfera dos filósofos gregos e alemães, assim como na dos decadentes franceses, cuja acção me foi subitamente varrida do espírito pela ginástica sueca e pela leitura da Dégénérescence, de Nordau. (PESSOA, 1999, p. 279)

O escritor português redigiu centenas de prosas filosóficas, inventou autores fictícios que eram filósofos, o que mostra o carácter plural da filosofia em Pessoa, a qual viria a ser concebida através da criação de textos filosóficos assinados por diferentes heterónimos e personalidades literárias, cada um com uma biografia, modo de pensar e visão do mundo inteiramente distintos dos outros eus pessoanos. Fernando Pessoa considerou-se «um poeta animado pela filosofia»(PESSOA, 2017, p. 30), por volta de 1910, e ainda um «poeta e pensador» (PESSOA, 2006, p. 208), em 1933.
Além disso, é oportuno referir que vários filósofos se têm interessado pelo pensamento deste escritor, tanto em Portugal – como é o caso de José Marinho, Agostinho da Silva, Eduardo Lourenço, José Gil, Paulo Borges, entre muitos outros – quanto no estrangeiro, onde podemos referir nomes como Gilles Deleuze, Alain Badiou e Simon Critchley.

Durante a adolescência e ainda na década de 1910, Pessoa produziu muitos textos filosóficos, escritos maioritariamente em inglês, na forma da prosa de raciocínio dedicada à análise e à explicitação racional de conceitos, teorias e sistemas metafísicos, estéticos, éticos, gnosiológicos, entre outros temas. É importante assinalar que os textos ingleses de Fernando Pessoa, entre os quais encontramos muitos dos seus textos filosóficos, são fruto da educação inglesa, que o autor teve na África do Sul, onde viveu entre 1896 e 1905, portanto, entre os 7 e os 17 anos de idade, tendo sido quase exclusivamente alfabetizado em inglês.
Está presente, portanto, em Pessoa, uma escrita filosófica enquanto produção de textos que manifestam um pensamento raciocinante acerca das questões tradicionalmente abordadas pela chamada filosofia ocidental.

Para esse efeito, o poeta e pensador português desdobra-se numa multiplicidade de textos assinados por diferentes personalidades que escrevem sobretudo em inglês, e assumem assinaturas e pontos de vista filosóficos completamente diferentes e que inclusivamente teorizam a questão da pluralidade filosófica, como é o caso de Charles Robert Anon, Horace James Faber, Alexander Search, A. Moreira, Faustino Antunes, Frederick Wyatt. Num texto, datável de 1906, com o título “Plausibilidade de Todas as Filosofias” [“Plausibility of All Philosophies”] – assinado conjuntamente pelos pré-heterónimos Horace James Faber e Charles Robert Anon – lemos a seguinte afirmação que aponta para a possibilidade de uma pluralidade de formas de pensar filosóficas:
(…) eu e vós, podemos de uma coisa tirar conclusões diferentes e da mesma maneira também. Assim, todas as filosofias são boas e todas são plausíveis como podemos constatar na nossa confusão moral. Todas as filosofias, teorias de sonhos através das nossas lentes, são possíveis.
[(…) I and thou, we may from one thing draw different conclusions and in the same manner too. Thus all philosophies are good, and all are plausible as we in our moral confusion can find. All philosophies, dream-theories through our lens, are possible.] (PESSOA, 2023, pp. 59-60)

Outro texto iluminador a respeito da questão da pluralidade filosófica em Fernando Pessoa, no período correspondente à sua produção juvenil, corresponde a um fragmento filosófico de Alexander Search, que nos fala sobre «milhares de filosofias» contraditórias entre si sobre o mundo, o homem e a metafísica:
Milhares de teorias, grotescas, extraordinárias, profundas, sobre o mundo, sobre o homem, sobre todos os problemas que pertencem à metafísica passaram pela minha mente. Tive em mim milhares de filosofias, das quais nem mesmo duas — se fossem reais — concordariam. Todas as ideias que eu tive, se fossem escritas, teriam sido um grande estorvo para a posteridade; mas pelo carácter muito peculiar de minha mente, assim que a teoria, a ideia me atingia logo desaparecia, e, após eu ansiar senti-la, um momento depois não me lembrava de nada — de absolutamente nada do que poderia ter sido. Assim, a memória, tal como todas as minhas outras faculdades, predispõe-me a viver num sonho.
[Thousands of theories, grotesque, extraordinary, profound, on the world, on man, on all problems that pertain to metaphysics have passed through my mind. I have had in me thousands of philosophies not any two of which — as if they were real — agreed. All the ideas I had if written down had been a great cheque on posterity; but by the very peculiar character of my mind, no sooner did the theory,the idea struck me than it disappeared, and after I ached to feel that one moment after I remembered nothing — absolutely nothing of what it might have been. Thus memory, as all my other faculties predisposed me to live in a dream.] (PESSOA, 2023, p. 61)

Contudo, a ideia de filosofia em Pessoa não se esgota nem na ideia de raciocínio que identifica comummente o filósofo enquanto raciocinador por ele utilizar como estilo literário a prosa de raciocínio, nem nos textos filosóficos juvenis assinados por outros eus, escritos na sua maioria em inglês.
No decurso da produção filosófica do poeta e pensador português, no contexto dos seus textos de maior maturidade, encontramos uma série de escritos filosóficos em torno das relações entre filosofia, metafísica e arte, na sequência de um debate iniciado na revista Athena, que teve cinco números publicados entre 1924 e 1925 e que foi dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz. No primeiro número dessa revista encontramos um ensaio filosófico assinado por Fernando Pessoa em seu próprio nome, com o mesmo título do nome da revista, onde encontramos a classificação da filosofia entre as artes superiores abstractas:
As artes que por natureza ministram tal aperfeiçoamento são as artes superiores abstractas – a música e a literatura, e ainda a filosofia, que abusivamente se coloca entre as ciências, como se ela fora mais que o exercício do espírito em se figurar mundos impossíveis. (PESSOA, 2023, p. 78)

No que respeita ao heterónimo Álvaro de Campos, existe um texto intitulado “O que é a metafísica?” (PESSOA, 2023, pp. 81-85), publicado em 1924 no número 2 da revista Athena, que se constitui como uma contra-resposta ao ensaio “Atena” (PESSOA, 2023, pp. 75-79), publicado pelo ortónimo no primeiro número dessa revista. Álvaro de Campos, no texto “O que é a metafísica?”, retoma a questão das relações entre filosofia, metafísica e arte, apresentando, porém, um posicionamento filosófico diferente do defendido pelo seu criador. No início de “O que é a metafísica?” de Álvaro de Campos lemos sobre a diferença entre o ponto de vista deste heterónimo e a perspectiva do seu criador:
Na opinião de Fernando Pessoa, expressa no ensaio Atena, a filosofia – isto é, a metafísica – não é uma ciência, mas uma arte. Não creio que assim seja. Parece-me que Fernando Pessoa confunde o que a arte é com o que a ciência não é. Ora o que não é ciência, nem por isso é necessariamente arte: é simplesmente não-ciência. (PESSOA, 2023, p. 81)
António Mora, uma personalidade que Pessoa faz dialogar com os restantes heterónimos, participa igualmente nessa discussão, como se pode verificar pelo conjunto de fragmentos destinados a um opúsculo intitulado “Introdução ao Estudo da Metafísica” (PESSOA, 2023, pp. 87-99), onde encontramos também a defesa da filosofia como arte:
A filosofia entra na categoria da arte. – A filosofia foi primeiro uma “ciência”: tinha por fim descobrir a verdade para o fim utilitário de nos governarmos na vida; porque, se se julga que há uma vida futura, com castigos e recompensas, não é por certo pouco importante saber‑se o que se deve fazer para evitar uns e merecer outros. Hoje a filosofia deve passar a ser uma arte – a arte de construir sistemas do Universo, sem outro fim que o de entreter e distrair, publicando belos sistemas.
[…] Todos os sistemas filosóficos devem ser estudados como obras de arte. (Nenhuma arte é feita com o fim de entreter, mas é para isso que ela serve. O artista toma o seu papel mais a sério.) (PESSOA, 2023, p. 90)

A discussão relativa às relações entre filosofia, metafísica e arte é sintetizada no seguinte fragmento de Ricardo Reis, que também participa no debate:
Ricardo Reis. (cf. António Mora) — exemplo […]
Para Pessoa a filosofia é uma arte, para Campos é não uma arte, mas uma ciência virtual. Para mim nada é, ou, quando muito, é um simulacro de ciência, feita sem dados: — a tentativa de construir uma ciência original sem dados alguns. (Pessoa, 2023, p. 141)
É importante assinalar que Pessoa considera que a obra filosófica não é tarefa apenas a cumprir pelo filósofo, mas também pelo poeta. A partir da sua estreia n’A Águia em 1912, com uma série de artigos sobre a nova poesia portuguesa, Pessoa define globalmente a filosofia como «conceito do universo e das coisas» (PESSOA, 2000, p. 39), não incluindo nesta abrangente definição o vínculo pelo qual o filosofar tem de ser unicamente, ou de forma privilegiada, uma tarefa por cumprir pelo filósofo – raciocinador ou através da escrita racionalista.

No texto de A Nova Poesia Portuguesa no seu Aspecto Psicológico, o autor de Mensagem afirma explicitamente que: «É portanto a filosofia do poeta, e não a do filósofo, que representa a alma da raça a que ele pertence» (PESSOA, 2000, p. 61). De facto, na perspectiva pessoana, o poeta não é um mero esteta, ou seja, um contemplador da beleza, mas sim um artista enquanto criador de beleza, que admite na sua obra elementos intelectuais, metafísicos e morais, isto é, filosóficos, cuja presença diferencia a própria obra artística da obra do referido esteta. Parece-nos esta a reflexão principal que Pessoa expressa no ensaio «António Botto e o Ideal Estético Criador», publicado em 1932.
Por isso, todo o artista, segundo Pessoa, tem como supremo objectivo o de manifestar uma ideia (diremos, uma filosofia) sintética e harmónica «do universo e das cousas». Só no vínculo com este ideal (filosófico) de síntese e equilíbrio é que a beleza da obra de arte poderá realizar a sua função de «aumentar a compreensão, ou a consciência» (PESSOA, 2000, p. 451) da humanidade. Só neste enquadramento é que o artista pode ser considerado a «forma mais alta do homem superior»(PESSOA, 2000, p. 450).

Com efeito, segundo Pessoa, a poesia «obriga» o ser humano a «sentir conscientemente, a pensar, a comprehender, a sentir intelligentemente» (PESSOA, 2009, p. 134). Por isso, a poesia é capaz, segundo ele, de «[i]ntegrar, pois, a metaphysica na literatura, fazendo da construcção de mysterios philosophicos uma forma de arte»(PESSOA, 2009, p. 134). Trata-se evidentemente de uma poesia que, por um lado, tem uma patente função filo-sófica no alto e nobre sentido etimológico do termo enquanto amor à sabedoria; e que por outro lado incorpora a construção de sistemas filosóficos como uma das suas modalidades da expressão artístico-literária. Ambas estas vertentes, a nosso ver, contribuem para fundamentar a inclusão de Pessoa no campo da filosofia.
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Texto da autoria de Nuno Ribeiro e de Fabrizio Boscaglia.
O trabalho de Nuno Ribeiro, na qualidade de investigador auxiliar contratado do IELT, Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do Concurso de Estímulo ao Emprego Científico Individual – 6ª Edição, com o DOI https://doi.org/10.54499/2023.08872.CEECIND/CP2836/CT0036 e a referência 2023.08872.CEECIND/CP2836/CT0036.
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Nota à edição dos textos
Os textos reunidos neste artigo foram transcritos directamente do espólio de Fernando Pessoa, que se encontra actualmente na Biblioteca Nacional de Portugal [BNP] sob a designação de Espólio 3 [E3]. Nesta transcrição, optámos por actualizar a ortografia (segundo o acordo ortográfico anterior a 1990) e excluir todos os segmentos riscados pelo próprio autor. Para efeitos de fixação do texto, sempre que Fernando Pessoa apresenta mais do que uma variante para uma palavra ou frase, transcrevemos a primeira versão do texto deixada pelo autor, tendo em conta o carácter opcional das demais versões.
Para a transcrição dos textos utilizamos os seguintes símbolos:
XXXXXX – sublinhado
□ – espaço deixado em branco pelo autor
[BNP/E3, 22 – 9]
The path of Philosophy is not from the Known to the Unknown, but from the Unknown in the Known to the Unknown in itself.
[BNP/E3 – 22 – 9r: fac-símile]

[BNP/E3, 15B3 – 12]
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Thousands of theories, grotesque, extraordinary, profound, on the world, on man, on all problems that pertain to metaphysics have passed through my mind. I have had in me thousands of philosophies not any two of which — as if they were real — agreed. All the ideas I had if written down had been a great cheque on posterity; but by the very peculiar character of my mind, no sooner did the theory,the idea struck me than it disappeared, and after I ached to feel that one moment after I remembered nothing — absolutely nothing of what it might have been. Thus memory, as all my other faculties predisposed me to live in a dream.
(Meant to go in “Door” but not; of small worth)
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Fragment
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Alexander Search
[BNP/E3, 15B3 – 12r: fac-símile]

[BNP/E3, 15B3 – 12v: fac-símile]

[BNP/E3, 52A – 1]
Ricardo Reis. (cf. António Mora) — exemplo
A música é apenas a forma subtilizada das artes de comunicação social. A música é a forma abstracta de entreter.
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Artes de comunicação social
Artes de comunicação externa (escultura; música)
Artes de comunicação interna — a prosa e o verso, que são modos inteiramente diferentes. O verso é mais abstracto que a prosa porque, em vez de discorrer, impõe. Exemplo
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Para Pessoa a filosofia é uma arte, para Campos é não uma arte, mas uma ciência virtual. Para mim nada é, ou, quando muito, é um simulacro de ciência, feita sem dados: — a tentativa de construir uma ciência original sem dados alguns.
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A prosa está para a poesia como a pintura para a escultura.
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Na escultura, que é o tipo da arte, servimo-nos da forma da vida e da matéria da não-vida.
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Ricardo Reis
Possivelmente: só duas artes: a escultura, que é a imposição da forma particular da vida à matéria material, e a poesia, que é a imposição da forma geral da vida à matéria mental. As outras artes são subtracções destas.
(O resto, supra António Mora)
[BNP/E3, 52A – 1r: fac-símile]

[BNP/E3, 52A – 1v: fac-símile]

[BNP/E3, 19 – 99]
Friedrich Nietzsche
1.
O próprio Nietzsche asseverou que uma filosofia não é senão a expressão de um temperamento. Que □
Não é assim, suficientemente. As teorias de um filósofo são a resultante do seu temperamento e da sua época. São o efeito intelectual da sua época sobre o seu temperamento. Outra coisa não podia suceder.
Assim, pois, a filosofia de Friedrich Nietzsche é a resultante do seu temperamento e da sua época. O seu temperamento era o de um asceta e de louco. A sua época no seu país era de materialidade e de força. Resultou fatalmente uma teoria onde um ascetismo louco se casa com uma (involuntária que fosse) admiração pela força e pelo domínio. Resultou uma teoria onde se insiste na necessidade de um ascetismo e na definição desse ascetismo como um ascetismo de força e de domínio. Donde a assunção de atitude cristã da necessidade de dominar os seus instintos, tornada aqui — mercê de contribuição fornecida pela loucura do autor — a necessidade de dominar toda a espécie de instintos, incluindo os bons, torturando a própria alma, o próprio temperamento (noção delirante).
[BNP/E3, 19 – 99r: fac-símile]

Referências bibliográficas
PESSOA, Fernando (1966). Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias. Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho. Lisboa: Edições Ática.
PESSOA, Fernando (1968). Textos Filosóficos, Vols. I e II. Estabelecidos e prefaciados por António de Pina Coelho. Lisboa: Editorial Nova Ática.
PESSOA, Fernando (1999). Correspondência – 1923-1935. Edição de Manuela Parreira da Silva. Lisboa: Assírio & Alvim.
PESSOA, Fernando (2000). Crítica – Ensaios, artigos e entrevistas. Edição de Fernando Cabral Martins. Lisboa: Assírio & Alvim.
PESSOA, Fernando (2002). Obras de António Mora. Edição de Luís Filipe Teixeira. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda.
PESSOA, Fernando (Ricardo Reis) (2003). Prosa. Edição de Manuela Parreira da Silva. Lisboa: Assírio & Alvim.
PESSOA, Fernando (2006). Poesia – 1931-1935 e não datada. Edição de Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas e Madalena Dine. Lisboa: Assírio & Alvim.
PESSOA, Fernando (2009). Sensacionismo e outros ismos. Edição de Jerónimo Pizarro. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda.
PESSOA, Fernando (2013a). Eu sou uma antologia: 136 autores fictícios. Edição de Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari. Lisboa: Tinta da China.
PESSOA, Fernando (2013b). O Regressos dos Deuses e Outros Escritos de António Mora. Edição de Richard Zenith e Fernando Cabral Martins. Lisboa: Assírio & Alvim.
PESSOA, Fernando (2016a). Charles Robert Anon: Escritos de uma personalidade pessoana. Edição, notas e introdução de Nuno Ribeiro & Cláudia Souza. Lisboa: Apenas Livros.
PESSOA, Fernando (2016b). Obras Completas de Ricardo Reis. Edição de Jerónimo Pizarro e Jorge Uribe. Lisboa: Tinta-da-China.
PESSOA, Fernando (2017). Prosa Íntima e de Autoconhecimento. Edição de Richard Zenith. Lisboa: Assírio & Alvim.
PESSOA, Fernando (2023). Envelopes Filosóficos: Filosofia & Heteronímia. Coordenação científica, introdução, posfácio e selecção de Nuno Ribeiro, Cláudia Souza, Paulo Borges e Maria Celeste Natário. Porto: Instituto de Filosofia da Universidade do Porto/U.Porto Press.











































