Director de jornal? Só se tiver salário chorudo e um ‘topo de gama’

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Só em Portugal se critica um empreendedor, um jornalista, que funda um jornal e abdica de salário, enquanto director, para permitir que o projecto arranque e cresça.

Mas, pelos vistos, o jornal PÁGINA UM é tão incómodo para alguns directores de outros jornais que se tenta tudo para procurar denegrir o jornal (mais uma vez…). Até inventar. Foi o que fez o director do Diário de Notícias (DN), Filipe Alves.

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Foto: D.R.

Se o director do PÁGINA UM, Pedro Almeida Vieira, tivesse derretido dinheiro do jornal num carro novo ou estivesse a ganhar um bom salário, se tivesse feito um mega empréstimo bancário, ninguém o atacaria.

O Pedro Almeida Vieira é uma ameaça à forma como se tem gerido a comunicação social em Portugal. As mordomias. Os desperdícios. O desinvestimento nos jornalistas a troco de comentadores amigos e afins.

No PÁGINA UM, pode não haver os salários bons de muitos directores de jornais em Portugal. Nem cartões de crédito e carros de topo para directores. Mas há um espírito de coragem, de cooperação, de luta, de companheirismo, de colaboração, de profissionalismo. De ambição e de partilha. De responsabilidade. De amizade. De comunidade. De investimento pessoal e profissional.

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Foto: D.R.

É um jornal que é verdadeiramente dos leitores. Só vive dos donativos e subscrições de leitores. Do barbeiro ao juiz. Da enfermeira ao motorista de autocarro. Do professor da Primária ao professor universitário. De jornalistas e fotógrafos.

Talvez o maior incómodo para muitos, seja o facto de, no PÁGINA UM, ainda se acreditar que é possível e viável fazer Jornalismo isento e rigoroso. Fazer Jornalismo sem depender do departamento comercial, aquele que trata dos “projectos especiais”, das “conferências”, dos “podcasts”… cheios de marcas e representantes de empresas e de entidades públicas a vender o seu peixe. E que atropela a lei que proteje a imprensa de atropelos.

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Numa era em que o negócio da comunicação social olha o abismo, lutar por um projecto de Jornalismo independente é uma luz. E é isso que o PÁGINA UM é: uma luz brilhante.

Que seja uma luz que continue a iluminar o caminho, nestes tempos nebulosos em que a comunicação social vive mergulhada.

Adenda:

Sendo honesto, o director do Diário de Notícias, Filipe Alves, teria de ter sublinhado, nas suas notícias e publicações sobre o PÁGINA UM, que Pedro Almeida Vieira ganhou, como autor, … 6.000 euros … em 22 meses. São 273 euros por mês. Mas não. Preferiu deixar no ar a ideia da existência de ilegalidades ou de esquemas para fugir ao fisco, o que obviamente é falso e difamatório. É Lamentável.

Na realidade, o que o director do PÁGINA UM tem feito é investido no jornal que fundou e que é de acesso livre, para que todos possam aceder a informação mesmo que não tenham meios financeiros.

Pedro Almeida Vieira tem feito sacrifícios para o jornal crescer, mediante um modelo de negócios que assenta numa filosofia colaborativa e solidária, em que os leitores são chamados a cooperar. Também jornalistas e outros profissionais colaboram com o PÁGINA UM, por acreditarem na importância do jornal e no seu contributo para o futuro do Jornalismo.

Mas tudo isto, o director do DN, intencionalmente omitiu.

Elisabete Tavares, Jornalista


N.D. Os textos de opinião expressam apenas as posições dos seus autores, e podem até estar, em alguns casos, nos antípodas das análises, pensamentos e avaliações do director do PÁGINA UM.